Central de Emissão: a viagem passo a passo
Monte a carga, importe as NF-es, defina o frete por entrega e emita CT-e, CIOT e MDF-e sem trocar de tela.
O que é
A Central de Emissão (menu Fiscal) reúne todo o fluxo fiscal da viagem numa tela só, em 7 passos: 1. Carga → 2. NF-es → 3. Frete → 4. CT-e → 5. CIOT → 6. MDF-e → 7. Encerramento. Ela substituiu a antiga tela de Viagens, e traz também exportação para CSV, seletor de colunas e a coluna de Resultado da viagem. A tabela lista as viagens com filtros (nº, veículo, motorista, status) e uma coluna de progresso com o estado de cada etapa. Clique na linha para abrir o passo a passo.
Montar uma carga nova
- Carga: escolha a filial emissora, o tipo de carga ANTT (alimenta o piso mínimo do CIOT), veículo, motorista principal e motoristas adicionais (a tripulação que reveza na viagem: todos entram como condutores do MDF-e ao manifestar) e até 3 implementos (bitrem/rodotrem). Todos os campos são digitáveis com sugestão.
- NF-es: importe os XMLs (arquivo), busque direto na SEFAZ com o certificado A1 ou informe a chave de acesso de 44 dígitos do DANFE. Na etapa Carga dá pra aplicar um Tipo de Operação (menu Contábil), o molde que define CFOPs, tributação e observação dos CT-es gerados. O sistema separa as entregas por destinatário: 3 notas de 2 clientes viram 2 entregas, e cada entrega vira um CT-e. Só o XML traz peso, itens e endereços automaticamente; o DANFE (PDF) é apenas o espelho impresso.
- Frete: informe o valor da prestação de cada entrega.
Ao gerar, o sistema cria a viagem e um CT-e rascunho por entrega, já preenchido com remetente, destinatário, rota, peso e NF-es vinculadas.
Emitir e acompanhar
- CT-e: emita cada rascunho pelo botão Emitir (com acompanhamento da SEFAZ) ou clique na linha para ajustar detalhes no wizard completo, que abre por cima da tela.
- CIOT: a calculadora de frete mínimo ANTT (tabela, tipo de carga, eixos e km) confere o piso e declara a operação. Obrigatório ao contratar motorista terceiro (TAC).
- MDF-e: manifeste a viagem; o DAMDFE acompanha o caminhão.
- Encerramento: ao entregar, encerre o MDF-e na SEFAZ e o CIOT na ANTT. A viagem completa libera o acerto do motorista.
Dica: os avisos e selos da tela têm dicas ao passar o mouse, explicando cada estado.
Duas etapas opcionais: Cobrança e Contrato
Além dos 7 passos obrigatórios, o fluxo pode incluir mais dois, e cada transportadora liga só o que usa, em Fiscal → Parâmetros Fiscais → Etapas da Central de Emissão:
- Contrato (entre CT-e e CIOT): o contrato de transporte com o motorista terceiro, assinado eletronicamente. Só aparece em viagem com veículo de terceiro: com frota própria e motorista CLT não existe contrato de transporte, a relação é trabalhista. Veja o artigo Contrato de transporte com o motorista terceiro.
- Cobrança (depois do MDF-e): o boleto que você emite contra o seu cliente a partir dos CT-es da viagem. Fica depois do manifesto porque o caminhão não espera o faturamento para sair. Veja o artigo Cobrar o cliente pelos CT-es.
Ligar a etapa nas Configurações apenas a mostra no fluxo. Dentro de cada etapa há um marcador por viagem: viagem que não precisa de contrato ou não vai ser cobrada por boleto é desmarcada ali, e a etapa deixa de pesar no progresso daquela viagem.
Nenhuma das duas trava a viagem. Contrato aguardando assinatura não impede manifestar o MDF-e: o motorista assina pelo celular e isso pode demorar; parar o caminhão por causa disso sairia caro.
Central × telas isoladas: qual usar
Cada documento fiscal também tem a sua própria tela no menu Fiscal (Emissão CT-e, Emissão MDF-e, Emissão NF-e, CIOT). A diferença é o ponto de vista:
- Central de Emissão = a viagem inteira. Você parte da carga e o sistema encadeia tudo: separa entregas, gera um CT-e por entrega, amarra CIOT e MDF-e à mesma viagem e mostra o resultado (faturamento − custos). É o caminho recomendado no dia a dia: menos digitação, nada solto, e o acerto do motorista sai no fim.
- Telas isoladas = um documento por vez. Cada uma lista, filtra e age sobre aquele tipo de documento (emitir avulso, cancelar, corrigir por carta de correção, reimprimir XML/DACTE, reenviar e-mail, consultar na SEFAZ). Use quando precisa de uma ação pontual num documento específico, para uma emissão avulsa que não é uma viagem, ou para gerir o histórico (buscar um CT-e antigo, cancelar, complementar).
Não são fluxos concorrentes: um CT-e criado pela Central aparece na tela de Emissão CT-e e vice-versa. É o mesmo dado, duas portas de entrada. A Central organiza a operação; as telas isoladas dão o controle fino documento a documento.
